Só,
sois
sóis,
nada mais...
apenas girassóis
buscando faróis...
um guio, uma luz.
Só
nada soa,
um andar apenas
patamar do céu
do mar
do sol...
maré,
chegar ao Sol sem asas ou penas.
Esquece
que sois sóis,
te aparece
que a aranha tece
o arranha-céu
que é seu:
camafeu de fel e ódio,
como um girassol noturno,
ora no som
ora sonhando...
quiça guiando-se pelo astro errante
nunca saberá o que se errou:
se o céu ao escurecer...
se o sol emudecendo-se...
se o orvalho que lhe permanceu inédito...
sendo estes parte de seu séquito,
fazendo mistério
em girar...
girar...
irar...
ir lá...
a lua.
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