quinta-feira, 22 de setembro de 2011

MAR E LEME

vamos tentar
nós dois,
atentar contra a lógica
que tenta nos separar,

vamos fazer de nós
um nó,
um singular plural,
um casal ou casulo,
célula única, médula e túnica -
o que ergue e aquece,
o que segue e adoece,
meu doce, meu amargo...

fazê-la mar,
meu mar, meu leme
mar e leme do meu ir...
conduzir meu ser torto
ao porto duma segurança qualquer,
uma sanidade sem idade,
infantilidade saudade,
saudosa rosa,
rasa plataforma, arpoador
qualquer forma de amor,
e do qual quero esta mordida...

mórbida distância entre nós:
você tão alta, acima dos meus céus,
rasgando os véus que desvelam este eu, a vela,
o leme, o mar...

2 comentários:

Diego Socrates Dias Mousine disse...

Grande Mateus!
Sempre um grande poeta.

Sou seu fã.

Ludmila Lima disse...

Somos seus fãs...
Agradeço por servir de inspiração para seus poemas...
obrigada TTeus....