terça-feira, 30 de abril de 2013

NOSSA BALADA


 

"Vamos onde ventar, menina/ Foi bom te encontrar lá em cima/ Odeio despedidas/ Mas tudo bem/ O dia vai raiar/ Pra gente se inventar de novo..." (Cícero, Tempo de Pipa

é quando as horas passam
e sua falta abissal aperta,
saudade a bater na porta,
dor, a gotejar, também desperta...

latejando seu licor ricino,
fazendo chorar num incolor desmedido,
alucinações a brandar seu hino,
cambaleado, entrego-me baleado e vencido...

é tanto chagar que choro mudo,
lágrima íntima, interna, cancerígena:
queria seu corpo, tragar seu copo, cinzas, tudo...
estar contigo, numa transmutação alienígena

mas cá estou, meu quarto vazio
minha cama sem seu amarrotar,
minha cadência sem seu quedar,
neste amarrar sem estágios, sem ágios,
tudo sem nexo, doidivano... 
como queria você aqui !!!

Um comentário:

Laís Ataolii disse...

Amei, Bu! Lindo demais...