terça-feira, 7 de abril de 2015

ECOS OBLÍQUOS


poema que não é,
um rio que se passa
e é, rio, arrepio e um começo,
um trago trazido dos poros,
de povos imemoriais,
sensoriais ao qual me rendo,
alma que se descola
feito manual cola na palma,
o que não entendo...

estendo minha farda,
vou às favas das farpas,
estando, sou quebranto de tudo:
choro então liberdades
que a irmã não dá... 

sempre que provoco equívocos,
evoco ecos oblíquos,
destes tangíveis, inaudíveis,
transeuntes, obscuros...

Minha voz que é cristal e cacos de vidro;
palavra lavra de labaredas,
lava incandescente que repousa num vento íntimo.

Sou sarcasmo, sortilégio,
mistério a se decifrar;
meu infante delírio, infarto farto
de fajutos corações... 

Um comentário:

Saulo Barreto Cunha disse...

Sublime, Mateus! ótimo poema