quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

QUARTO PAÍS


Inda tenho, em audição muda,
o mundo todo, quieto a saber,
em frenesi,
semelhantes Smashing Pumpkins...
ouvir você cameloar vermelho,
O sol nascendo por entre suas pupilas,
suas papilas, suas pílulas
em remédios vencidos, meros caramelos...

Foram elos que traçamos
na fumaça, no quarto país;
sua alma, nossa palma
seu sono, seu dono
seu regaço num algo a mais...
hoje tudo desbotou:
tenho que aceitar esta condição incolor,
agora indolor, mas um tanto convalescido;
vencido nesta dor de ter estancado
enquanto tudo se vai...

não apareça,
senão posso perecer:
me definho, sou desânimo e desenho
não reapareça, a detenho,
sou detento deste defeito:
querer sem querer o que já morreu...

então analiso: fui fraco, me perdi no caseiro
não fui homem, nem inteiro
apenas trapo, capacho dos meus nativos
não soube guiar, não soube ser motivos,
essência vazia, apenas vão
você reparou nisto, não quis pagar o preço
ou ser estandarte do meu erro;
sua parte foi feita; minha solidão
o abandono do que já foi porto,
tipo "rei morto, rei posto"

não lhe tenho substituições... 

3 comentários:

Lucicleia Araújo de Oliveira disse...

feliz em ver de novo um poema seu

Faby Sempere disse...

Continua escrevendo apaixonadamente como sempre... saudades de ti.

Faby Sempere disse...

Continua escrevendo apaixonadamente como sempre... saudades de ti.