sábado, 8 de junho de 2013

DOZE ANOS (DESATADO NÓ)



Eu, pobre balzaco
antes desbotado, fraco
cambaleado por tiros que vida dá
desgostoso de dissabores,
dissonante à deriva, sem cores
entregue a dores e chagas,
sem atos, desatado nó...

até que ela veio,
doze anos a menos,
amenos olhos que me acalantou,
nortendo o caos do meu soul
tornando-me blues, tecnicolor,
um sorriso inciso, cortando minhas rusgas...
não importou-se com minhas rugas,
calou-me a boca
entre mil argumentos,
fazendo-se de mouca, dizendo-se velha e louca
sem importar com números de documentos...

diferença não há
quando somos
soma:
mãos a se proteger,
entrelaçando dedos, afastando medos,
a segurança que sinto em cada contínuo aprender,
no me prender em seu corpo, no seu tragar
no seu trazer,
no ser que se mostra,
mulher que me adestra a cada prazer...

e assim doze inexiste,
não se percebe, se esquece:
amar não tem idade, nem sanidade
amar acompanha todos os ritmos
todos os sismos que sinto

quando você está... 

Um comentário:

Laís Ataolii disse...

Lindo, meu amor! ^^ Me emocioneei... Te amo!