quinta-feira, 24 de abril de 2008

POEMA-CHORO

Para mais uma desilusão amorosa minha...

Meu choro é o canto que declamo,
meu choro é flauta que soa,
você é passarinho mudo, desencantou...
você passou, devagarinho voa,
fez em mim tufão,
agora me faz chorar sem canção.

Meu choro não se escuta,
se aglutina, estanca, ferve...
Minha verve pede nervos,
minha alma não decalca sua epiderme,
espreme, expia, nada leva,
tão leve, seu amor sem pesos...

Meu choro, preciso é chorar
necessário batucar coração descompassado,
que chora a sua condição em mim - coisa que não quero !
Sendo bem sincero, indo com esmero ao proceder deste samba-enredo:
choro que não se ouve,
choro batido nas linhas dum cavaquinho,
choro bem devagarinho,
choro desaguado, choro de mar...

2 comentários:

Germano V. Xavier disse...

Levanta a cabeça, meu grande!
A vida é isso mesmo!
E o amor também...

Outras virão...
Abra o vinho!

Abração, meu caro!

Germano

Minina disse...

qem disse q amor ñ é violento?