quinta-feira, 3 de abril de 2008

BALADA DA MENININHA

Menina de trança
não transa;
ela trepa
de mangueira em mangueira
buscando sabe-se Deus o quê...

Menina de trança
tão suja,
parecendo traça
ou traço, uma reta
céu e inferno duma amarelinha,
a maré e a linha
alinhando,
menina que corre-corroí;
e minhas retinas
procuram, desatinas,
brincaderinhas com conchas
e algas
em suas coxas
será algo ?
será lago ?
será logo ?
um pequenino corpo que vejo, sereia
sumir na areia,
tornar-se seu namorado
um tornado,
estrelinha
duma só linha -
menininha.

Um comentário:

Germano V. Xavier disse...

Essa menininha é presente na minha memória, Mateus...

Deveras muito...

Teu texto é sempre um elixir, meu amigo.

Passando quando dá,Mateus... porque minha vida é toda turba!

Abraços e apareça...

Germano