segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

RUAS MORTAS

olho
com olhos de saudades
as ruas que já foram;
hoje não são mais...
com casas que lá ainda estão
algumas recém-pintadas, outras não...

ruas mortas
sem pio, sem piar
sem piadas ou pião,
rua parada
sem nada,
sem bicho de pé, sem pé no chão...

ruas onde imperam o silêncio,
sem gente nas calçadas, ruas caladas...
nem grito de criança, nem brincadeiras ou passadas;
aquelas ruas do meu passado,
hoje sem sombras, sem som,
sem tom, sem tombos, polícia e ladrão
esconde-esconde, primeiro beijo...
sem ondes ou quandos...

agora, apenas
uma rua, nada mais...

Um comentário:

Diego Socrates Dias Mousine disse...

Que triste cara. Ficou ótimo.