terça-feira, 12 de abril de 2011

DOR E ORDEM

amor, este dissabor
aquele que veste deste viés
que sacraliza-se de mil injustiças,
que não vem... que não chega...
que me faz gritar de dor e ordem...

quero um amor com gosto de amanhã,
que tenha o olor de quero-mais...
que mantenha em si este querer eterno de estar junto...

amar como o hercular serviço de Jacó por Raquel...
amar, revés constante, direção do mar,
guio sem estio, o que vitalmente preciso...

e ninguém me ouve,
não há comoção, não há pedidos ou esforço,
nem esboço no fim do poço,
sem rede na queda do trapézio...

não há ninguém...

não aparece nem miragem,
ou a imagem de alguém na borra de café...
não há...

amar, este cortante instante - não me contempla os céus,
nem o meu atuar...
nem meu ócio em não agir...

amar que não vem,
que não vê meu aflito
não ouve meu censurado grito,
meus explícitos mitos,
quando minto que nada quero...

Um comentário:

Ana Cleide disse...

- Ousei em ler teus escritos novamente e dessa vez ouvindo JAZZ * *... recomendo essa mistura a todos q apreciam o teu trabalho, pois este talvez tenha sido um dos grandes prazeres já experimentados por mim. Oooooooo/ mistura Booa viu ^^ poesias/sinfonias...