segunda-feira, 11 de abril de 2011

É VOCÊ

É você que me ouve
É você quem quero ouvir
É você que faz florir
os campos antes gris,
É você quem me faz feliz...

É você que está distante
É você aquele instante
É você, minha alegria constante
fazendo-me gigante, sendo eu tão fraco
sendo o momento luzir em lúcidos opacos,
mantendo meu ego reluzir, meu sol, meu seduzir...

É você, melodia que quero dedilhar
É você, desenho que quero rabisco
É você quem me traz do abismo,
É você bonança em meus sismos,
É você quem escreve e me dá sorte...

É você quem me faz forte,
É você, liberdade e calabouço
É você, parte do meu esforço
metade deste arcabouço,
meu inteiro cais...

É você onde quero cair
É você minha ascenção sublime,
É você o beijo de filme, a natural ação
É você meu pulsar-coração
É você minha cor, minha embriagada insensatez
É você, insana lucidez
É você, meu crescer...

É por você, extramente e unicamente por você
é tão somente por você que sou este “nerdim”,
incrivelmente por você sou assim...

E assim, neste código só nosso
nas passadas que tornariam insossas
as desventuras deste destino colosso,
a ausência de nossas peles...

2 comentários:

Ana Cleide disse...

'Talvez este tenha sido um dos poemas mais lindos que já li e ouvi poq as palavras de tão belas se transformam em sons de sinfonia para meus ouvidos já desacostumados a tão belos poemas... parabéns e obrigada poeta és meu herói das letras/sinfonias.

Saulo Barreto disse...

Grande Matheus, o que seria do amor se não fosse a inspiração?
Poemas como esse seu, mostram a beleza idealizada e também relalizada.
A beleza da paixão.
Parabéns ^^.