terça-feira, 11 de março de 2008

A BELEZA

pra Iahana

A beleza te inveja
e assim criou-te a natureza,
buscando inspirações dum poeta surreal
que pintou, decalcou, mediu...
e assim a fez.

A beleza chora
por saber da tua existência,
apaixonou-se por seus reflexos em excelência,
vestindo-se de mil inconsciências
caiu no lago;
e de lá brotou a flor narcisista...

A beleza quis cortar os pulsos,
não resistiu aos impulsos
e pulou no seu colo, na sua concha;
fez-te princesa, precisa, precisão
palavra doce, algo que vem e nana
mantra bom, som de dormir, sonho...

Então a beleza constatou
que seu próprio desafio era tão somente uma menina,
de olhar infantil
algo que impacta
uma coisa linda, lindinha, lindeza
algo além da pureza
acalento de prazer...

Um comentário:

Germano V. Xavier disse...

Felicidade é ser cantado por um poeta de tão bela expressão... Cada um devia emoldurar os poemas que são feitos por ti, meu amigo.
O meu eu guardo numa pasta de diletos...

Grande abraço, Mateus!
Continuemos!
Feliz dia da Poesia!