terça-feira, 4 de março de 2008

NO ERMO

"Buscar tristeza, soledade, o ermo/ E ter o coração em riso e festa..." (Gonçalves Dias)

No ermo destas palavras em que te procuro,
lá você está
sim !

São visões suas, doce, tão decepada...

O amor como chaga
buscando as metáforas que você tanto adoraria ouvir:
sendo estrela para vagar vazio
para buscar vadio
consolo em canções,
um solo para pousar tão breve,
uma greve que me faça esquecer.

(2007)

3 comentários:

Germano V. Xavier disse...

"O amor como chaga"...

Um verso que define boa parte da verve do poeta ireceense.
O Amor como chama, também, que sempre haverá de existir e prender a respiração deste aedo que clama vidas...

Um grande abraço, professor!

Germano

Mateus Dourado disse...

Poxa, Germano...
Suas palavras, como sempre, poemas !!!!
POis é, vivo esta verve do amor latente e dilacerado... O q q as mulheres ñ conseguem fazer com a gente, né ?!
Abraços !!!!

Anônimo disse...

Pois é, mateus!
Sempre as mulheres...
Ah, essas mulheres...


Abraços, professor!