quarta-feira, 26 de março de 2008

PEDRA-ESTRELA

Poema iniciado num momento de embriaguez com meu amigo Jason (22/03/2008)

Estrela brilha
caminho, trilha
dum caminho
que não brilha,
só trilha
só pedra
só caminho.

O caminho brilha
estrela vil que
estrala, pobre caminho
sem poeira
nem beira ou denominação.

Pedra-estrela
desde outras eras
que não era
tão ser desmedido,
buscando sua constelação,
sua nação,
sua noção.
Estrela que é nuvem e pó
que vem, tão só
feito pedra de construir
de destruir, desmontar.

Embriagada estrela,
cambaleando pedra
entre mil baladas e botinas,
amor tão velho de sentir-se jovem,
amigo bom que encontro
assim, estrela sem guio
nem estio,
estrela que ensina
esta sina, o destino
o caminho onde o eu-pedra
deve retornar.

Um comentário:

Germano V. Xavier disse...

Esse nosso caminho-vida, mestre, que nos tece rações diárias de erro e acerto... que nos faz e nos desfaz, sempre, imundo mundo a mundar o mundo que nos é e será...

Você sempre na perspctiva da amplidão!

Fantástico.

Germano