domingo, 17 de fevereiro de 2008

AMOR DE DIZER

pra minha paixão/desilusão por um certo alguém...

Fui exagerado, sei...
Mas quem não o é ?!
Quando o amor é grande
- ou quando parece sê-lo -
pra quê travar-se em muitos moralismos,
pra quê censurar este meu amor de dizer ?!

Gritar aos quatros cantos
que o amor pode ser um canto,
ou mais que isto
ou tudo isto
nada mais que isto
e isto tudo nada é...

Fui rápido,
mas quão ligeiro foi isto que senti,
isto maior que qualquer flerte intencionado
algo acionado
de alma, de calma, de bater...
Amor-soco,
despertando em meu lado oco
o sentimento que encheu-me de tudo sublime...

Assim caminho
Pelas palavras que você apagou,
nos alto-falantes em que clamavam meu desejo
no meu exibicionismo cínico,
na esperança vã, hoje adormecida
amanhã quem sabe...

Um comentário:

Germano V. Xavier disse...

Ler-te, Mateus, é como ler a confessionalidade de Sylvia Plath, ler o nada que é tudo, que exclama e clama ou chama o adverso verso de se ser!

Grande mestre!!!