domingo, 17 de fevereiro de 2008

A ESPERA DO ACASO

Minha vida desanda
e anda, anda...
ainda que para um precipício,
ou princípio,
ainda que não desenvolva
ou envolva
qualquer transformação
uma ação,
um movimento
para me tornar
mais aceitável, sei lá...

Nem hortênsias, nem meu curso
(ou o curso do rio)
nem a menina-terra ou mil e uma noites,
nem minha fase Peter Pan,
nem a hipocrisia,
a atrofia, a espera do acaso:
duma filosofia que torne-me potência,
ou essência,
frase de caderno...

Contudo limito-me na esperança,
luto, creio que algo possa mudar
assim, mudo e apenas ouvindo
os sons de outras almas,
profecias de muitos hojes
sentenças que me podam,
a luta que travo nunca travará
este meu semblante de quem apenas quer
um motivo melhor para sorrir.

(2007)

Um comentário:

Germano V. Xavier disse...

"a luta que travo nunca travará
este meu semblante de quem apenas quer
um motivo melhor para sorrir."

Simplesmente fantástico, Mateus...

Cada dia mais seu fã...

O blog está pipocando de textos...
É assim que é bom de ver!!!

Continue na luta, pois um dia a gente vence!!!

Um forte abraço...