sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

CLARINHA

Para Maria Clara

A água clarinha
da cachoeira, límpida
veio mansa, assim insípida
mas cândida e cristalina
como a menina
clarinha.

A flor clarinha
nasceu da relva, na grama
nasceu tão verde e logo disse que ama
uma chuva
a chuva clarinha.

Então veio a estrela
que pisca, brilha, clarinha estrela
clareou o céu, clareou seu dia
clareou a Maria,
que não sabendo clarear
clareou, sem saber, todo o ar
da sua luz
clarinha...
clarinha...

Um comentário:

Germano V. Xavier disse...

Lindo, Mateus...
Um poema feito de "claros" sentimentos.

Forte abraço!