domingo, 17 de fevereiro de 2008

QUINTESSÊNCIA

Para Deize

Quem te vê assim, tão menina
Tão vulcão, puro coração em si
Não compreende o quanto de brilho há
Neste sorriso a iluminar
o mundo todo gris

Que te imagina assim, brisa
Ânima, meu corpo se anima, pitonisa,
Quintessência do amor prodígio,
Pródigo de felicidades mil...
Nestes cabelos que escondem os segredos
Nesta pessoa que, de tão especial, espécie que jamais se viu
Dei, zelei, fiz dormir, espantei seus medos...

É esta mesma criança em dengo
É esta única deusa do meu reinado
Mulher que chora estrelas e luas
Em busca de sapos encantados
Procurando por todas as ruas
Aquele para ser seu, só seu...

Risco na areia, declaração em papelão
Encanto da sereia, sossego em algodão
Encanto de olhos que me perco
Inspiração da canção
Extrema unção, oblações
Várias declarações
Pena uma vida só pra te ver sorrir.

(2007)

Um comentário:

Germano V. Xavier disse...

Há uma marginalidade implícita nas palavras do poeta. Algo de um submundo que precisa ser transporto e transformado em palavras. Caminhos perdidos de se perder vida, mas de dizer verdades.

Grande professor...

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